Eu vou deixar escorrer
como poesia liquida
minhas palavras
por entre nossas línguas
Pra quem sabe um dia
Ah quem sabe...
Vê-las escorrendo
por entre nossas pernas.
“-Você deveria ser
ao menos um pouco responsável”
Maduras palavras
maduras
Eu poderia ser responsável
correto & um pouquinho mais interessante
Mas não posso
não quero
não vou
não tento.
Eu só vou deixar escorrer
como poesia liquida
minhas palavras
por entre nossas línguas
Agridoce coração
sabor de paixão na contração
Agridoce coração
irresponsável por não ver horizontes
Só instantes
só instantes
Agridoce coração
sabor de paixão
eternizada em instantes.
terça-feira, 25 de março de 2008
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
"Um insulto soa tão doce
vindo da sua boca
Uma criança não faria melhor
nem pior que você
Um elogio soa tão pesado
vindo de seus lábios
sensível amargura
na praia de seus olhos
Eu me tranquei em meu quarto
por cinco noites
e tudo o que consegui escrever
foram estas linhas horrorosas
E eu não queria sentir mais nada,
mais nada por você
Não esta noite.
Eu juro.
(Acredite, esta é a primeira vez
em que sou honesto contigo baby)
vindo da sua boca
Uma criança não faria melhor
nem pior que você
Um elogio soa tão pesado
vindo de seus lábios
sensível amargura
na praia de seus olhos
Eu me tranquei em meu quarto
por cinco noites
e tudo o que consegui escrever
foram estas linhas horrorosas
E eu não queria sentir mais nada,
mais nada por você
Não esta noite.
Eu juro.
(Acredite, esta é a primeira vez
em que sou honesto contigo baby)
sábado, 1 de dezembro de 2007
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
"Fiz o seu tormento.
Menti, descaradamente
Condenei-te
A um senão
E entreguei
Um coração
Embrulhado
N’um papel
De presente
Mas no final
Quem e disse
Que era meu
O que na verdade
Era seu, somente
O seu coração
Embrulhado
N’um papel
De presente
Diz: sou um cão
Tão sarnento
E porque não
Um ultimo momento
De paixão
Que já passou
E não deixou nada
Que já não fosse
Presente pela falta
É o segredo do amor:
Sair, deixar a marca
P’rá não ser lembrado"
Menti, descaradamente
Condenei-te
A um senão
E entreguei
Um coração
Embrulhado
N’um papel
De presente
Mas no final
Quem e disse
Que era meu
O que na verdade
Era seu, somente
O seu coração
Embrulhado
N’um papel
De presente
Diz: sou um cão
Tão sarnento
E porque não
Um ultimo momento
De paixão
Que já passou
E não deixou nada
Que já não fosse
Presente pela falta
É o segredo do amor:
Sair, deixar a marca
P’rá não ser lembrado"
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Toma
este é meu coração
embrulhado em pepel de bala
A festa já passou
e tudo o que sobrou
foram apenas pequenas canções
sobre as mudanças
Mas do inverno ao verão
os refrões são sempre os mesmos...
E o meu coração
Sempre e sempre
congelando e derretendo
Congelando e derretendo...
Toma
este é meu coração
embrulhado em pepel de bala
Um presente
de um garoto descontente
que já não se sente
tão garoto assim
com um copo já no fim
e um cigarro a queimar os lábios...
este é meu coração
embrulhado em pepel de bala
A festa já passou
e tudo o que sobrou
foram apenas pequenas canções
sobre as mudanças
Mas do inverno ao verão
os refrões são sempre os mesmos...
E o meu coração
Sempre e sempre
congelando e derretendo
Congelando e derretendo...
Toma
este é meu coração
embrulhado em pepel de bala
Um presente
de um garoto descontente
que já não se sente
tão garoto assim
com um copo já no fim
e um cigarro a queimar os lábios...
sábado, 8 de setembro de 2007
Meu coração é um quarto tedioso
em que um monstro se esconde
em baixo da cama
como poderia dividi-lo com alguém?
Meu coração é tão sujo e tão escuro
baratas tomam conta da tristeza
e aqui jogam cartas
como poderia dividi-lo com alguém?
Meu coração é cheio doque não era
e agora já não bate como deveria
nem sei se ainda funciona
como poderia dividi-lo com alguém?
É tão fácil encarar tudo de uma forma positiva
quando o coração esta dentro de uma gaveta
e já não se sente nada alem do que se sentia
Então não venha bater nas minhas costas
sorrir mordendo os dentes e dizer
que tudo isso um dia vai passar
Meu coração, é tão somente meu...
como poderia dividi-lo com alguém?
em que um monstro se esconde
em baixo da cama
como poderia dividi-lo com alguém?
Meu coração é tão sujo e tão escuro
baratas tomam conta da tristeza
e aqui jogam cartas
como poderia dividi-lo com alguém?
Meu coração é cheio doque não era
e agora já não bate como deveria
nem sei se ainda funciona
como poderia dividi-lo com alguém?
É tão fácil encarar tudo de uma forma positiva
quando o coração esta dentro de uma gaveta
e já não se sente nada alem do que se sentia
Então não venha bater nas minhas costas
sorrir mordendo os dentes e dizer
que tudo isso um dia vai passar
Meu coração, é tão somente meu...
como poderia dividi-lo com alguém?
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
O Rastro de Teseu
Se dissesses que foi outra mentira
qual as que, bem sei,
contaste para me proteger,
meu céu ainda teria tua voz,
meus sonhos ainda teriam as tuas mãos
cobrindo meu corpo frio
quando a noite vem...
Mas agora eu sei...
me deixastes na trilha para morrer.
Levaste minhas asas para que
eu não te alcançasse
e para que nunca mais
tivesses que olhar meus braços
frágeis se abrirem ao te ver chegar...
Tão cinza quanto podes retornar
e ser levado ao perder da vista
pra sempre
sem ver que não me deixaste chorar
pra devolver ao mundo o que já
comia meus horizontes
porque não sei como esquecer...
me deixastes na trilha para morrer.
Levaste minhas asas para que
eu não te alcançasse
e para que nunca mais
tivesses que olhar meus braços
frágeis se abrirem ao te ver chegar...
E por anos eu te segui
sem ver que errava
qual tua sombra incerta
a me entorpecer.
Mas hoje sigo meus passos pra trás...
Carrego teu sangue nas veias
mas minhas lágrimas marcam
o caminho enfim à luz do dia...
à luz do dia.
(Nene Altro)
Se dissesses que foi outra mentira
qual as que, bem sei,
contaste para me proteger,
meu céu ainda teria tua voz,
meus sonhos ainda teriam as tuas mãos
cobrindo meu corpo frio
quando a noite vem...
Mas agora eu sei...
me deixastes na trilha para morrer.
Levaste minhas asas para que
eu não te alcançasse
e para que nunca mais
tivesses que olhar meus braços
frágeis se abrirem ao te ver chegar...
Tão cinza quanto podes retornar
e ser levado ao perder da vista
pra sempre
sem ver que não me deixaste chorar
pra devolver ao mundo o que já
comia meus horizontes
porque não sei como esquecer...
me deixastes na trilha para morrer.
Levaste minhas asas para que
eu não te alcançasse
e para que nunca mais
tivesses que olhar meus braços
frágeis se abrirem ao te ver chegar...
E por anos eu te segui
sem ver que errava
qual tua sombra incerta
a me entorpecer.
Mas hoje sigo meus passos pra trás...
Carrego teu sangue nas veias
mas minhas lágrimas marcam
o caminho enfim à luz do dia...
à luz do dia.
(Nene Altro)
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